Velório de Gracindo Jr. reúne familiares e amigos no Rio de Janeiro
Ator deixa esposa Daisy Poli e quatro filhos após carreira de mais de 50 anos no teatro, rádio, cinema e televisão
Gracindo Jr., ator e diretor que participou da inauguração da TV Globo em 1965, teve sua morte no Rio de Janeiro confirmada na noite de terça-feira (1) aos 83 anos. O velório ocorreu na quinta-feira (3) na Capela 4 do Cemitério da Penitência, no Caju, com familiares, amigos e colegas de profissão.
Despedida de amigos e colegas
Othon Bastos foi um dos primeiros a chegar ao velório, acompanhado pela esposa Martha Overback. Gabriel Gracindo, filho do ator, esteve no local durante toda a cerimônia. José Mayer e Palomma Duarte marcaram presença e confortaram Gabriel com abraços. Leonardo Brício, grande amigo da família, também compareceu para prestar suas homenagens. A presença de tantos artistas refletiu o respeito e a admiração que Gracindo Jr. conquistou ao longo de sua trajetória na dramaturgia brasileira.

Emiliano D’Ávila consola o músico Pedro Gracindo, filho de Gracindo Jr. (Foto: reprodução/Daniel Pinheiro/BrazilNews)
A relação entre Gracindo Jr. e José Mayer ganhou novos contornos na última década. Os dois foram colegas em trabalhos nas décadas de 1970 e 1980, mas criaram um vínculo familiar quando Julia Fajardo, filha de Mayer, casou-se com Pedro Gracindo, filho de Gracindo, com quem tem um filho, Antonio. Palomma Duarte, também presente no velório, tinha laços de família com o ator. Ela é filha de Débora Duarte, ex-esposa de Gracindo Jr., e irmã de Daniela Gracindo pelo lado materno.
Gabriel Gracindo contou aos presentes que esteve com o pai em seus momentos finais, segundo a revista Quem. O filho atendeu a uma escolha do veterano de manter a família reunida e em harmonia durante seus últimos dias.

Othon Bastos e a esposa, a atriz Martha Overback, no velório de Gracindo Jr. (Foto: reprodução/Rogério Fidalgo/AgNews)
Homenagens no velório
Cláudio Lins recordou o trabalho que realizou com Gracindo Jr. em O Beijo no Asfalto – O Musical. O homenageador se disse honrado pela convivência com o ator.
“Fizemos juntos O Beijo no Asfalto – O Musical. Eu me lembro que, quando pensei nesse projeto, queria fazê-lo com um grande ator. E esse ator foi o Gracindo. Ô sorte”, disse Cláudio Lins.
Ivan Zettel, diretor, acompanhado pela esposa Adriana Birolli, enalteceu o vínculo profissional com Gracindo Jr. Zettel trabalhou com o ator nas novelas Luz do Sol (Record, 2007) e Cidadão Brasileiro (Record, 2006).
“Ele foi mais que um parceiro de trabalho. Virou um amigo, confidente, irmão das artes e de Visconde de Mauá”, disse Ivan Zettel.
Edwin Luisi chegou acompanhado pela amiga Angela Vieira. Em seu depoimento, Luisi contou que Gracindo Jr. foi um grande amigo e um grande ser humano.
“Um grande amigo e um grande ser humano”, disse Edwin Luisi sobre Gracindo Jr.
Luisi também manifestou preocupação em oferecer apoio a Daisy Poli, viúva do ator.
“Estarei sempre por perto da Daisy”, afirmou Edwin Luisi.
Trajetória de mais de 50 anos
Gracindo Jr. participou da inauguração da TV Globo em 1965 e atuou em A Moreninha, uma das primeiras novelas produzidas pela emissora, ainda em seu primeiro ano no ar. A carreira marcou o início de uma presença duradoura na televisão brasileira. Trabalhou ao lado do pai Paulo Gracindo em diversos sucessos na Globo, entre eles O Bem-Amado (1973) e Os Ossos do Barão (1973/1974).
Na TV Manchete, formou par romântico com Maitê Proença em duas tramas. Interpretou Dom Pedro I na minissérie Marquesa de Santos (1984) e viveu Antônio na novela Dona Beija (1986). Sua presença na televisão se estendeu por diferentes emissoras: além de Globo e Manchete, atuou na Record em novelas como Celebridade (2003), Como uma Onda (2004), Cidadão Brasileiro (2006) e Rei Davi (2012).
Os últimos trabalhos de Gracindo Jr. incluíram a novela Ouro Verde, produzida pela emissora portuguesa TVI em 2017. Após isso, participou de projetos de menor duração, como as séries Magnífica 70 (HBO, 2018) e Homens? (Prime Video, 2019). Além da carreira como ator, Gracindo Jr. trabalhou atrás das câmeras, dirigindo novelas e programas ao longo de sua trajetória.
Dedicou mais de 50 anos à arte no teatro, rádio e cinema. Atuou em mais de 20 peças teatrais, diversos filmes e inúmeras produções televisivas. Sua atuação como ator, diretor e produtor deixa um legado significativo na dramaturgia brasileira. Gracindo Jr. morreu de causas naturais em sua casa no Rio de Janeiro.
