Selton Mello compartilha o que mais o fascina em Sessão de Terapia

A sensibilidade de dirigir e protagonizar; Selton também reflete sobre a construção da própria carreira e apresenta o elenco da nova temporada

22 maio, 2026
Selton Mello como Caio Barone, o protagonista de ''Sessão de Terapia'' | Reprodução/X/@oxentepipoca
Selton Mello como Caio Barone, o protagonista de ''Sessão de Terapia'' | Reprodução/X/@oxentepipoca

Nesta sexta-feira (22), a série Original Globoplay “Sessão de Terapia”, produzida pela Moonshot e dirigida e protagonizada por Selton Mello, volta ao streaming com sua sexta temporada e novos debates e reflexões sobre saúde mental. Desta vez, Caio Barone, o psicanalista vivido pelo ator, ampliará sua agenda de pacientes que trarão junto a eles temas ligados à maternidade, às cobranças sociais e ao relógio biológico, além da inversão de papéis entre pais e filhos, da pressão corporativa, da autocobrança e da busca constante pela juventude em uma sociedade que parece temer o envelhecimento.

A delicadeza de dirigir, protagonizar e escutar

Nesta nova temporada, encontraremos um Caio Barone mais ameno e focado em seu autocuidado. Dentro dessa perspectiva, ele retoma os estudos, buscando atualização e, pela primeira vez, aceita supervisionar colegas. Diante das telas desde a infância, Selton não esconde o encanto pela possibilidade de conciliar a direção e o protagonismo da produção.

Vale lembrar que desde o curta “Quando o Tempo Cair” de 2006, Selton foi evoluindo e crescendo como diretor, trabalhando ao lado de José Lavigne na série “O Sistema” (2007), estreando em um longa em Feliz Natal (2008) e seguindo em “O Palhaço”(2011) e “O Filme da Minha Vida” (2017). Sessão de Terapia chegou em 2012 e se consolidou, não apenas pela necessidade de se falar sobre saúde mental, mas também pela sensibilidade de sua produção e direção.

“Sou ator desde criança, então aprendi logo cedo o que é atuar. Com 8 anos, estava fazendo novela. Com 11, já estava na terceira novela. E o que tenho, o que guardei dessa época e tento manter até hoje, protegendo de todas as formas que eu puder, é a pureza, a simplicidade. O menino, o Selton, não tinha escola. Ele não tinha muitas referências, a não ser ser ele ali em cena. E essa coisa tão pura é o que trago até hoje”, avalia Selton.

Em “Sessão de Terapia” ele enxerga essa naturalidade, “Sessão de Terapia é uma atuação que é meio não atuação. Não estou falando de mim, não, tá? Estou falando do meu trabalho com os atores. O que quero deles é espontaneidade. Então, ali a gente tem o texto, mas às vezes também quero que eles venham com o seu molho“, explica o artista.


Grace Passô, Selton Mello, Olivia Torres, Alice Carvalho, Paulo Gorgulho e Bella Camero posam juntos em uma sala moderna e aconchegante, com estantes de livros, sofá cinza e grandes janelas ao fundo. Três estão sentadas no sofá e três em pé atrás dele, todas olhando diretamente para a câmera com expressões sérias e discretas. O ambiente tem iluminação suave e decoração elegante em tons neutros e amadeirados.

Elenco principal de ”Sessão de Terapia” (Foto: reprodução/X/@oxentepipoca)


Um novo ciclo para Caio Barone e seus pacientes

O novo círculo de pacientes de Caio será Érica (Olivia Torres), Morena (Alice Carvalho), Ulisses (Paulo Gorgulho) e Ingrid (Bella Camero). O terapeuta também ganhará uma nova psicanalista: Rosa Gabriel (Grace Passô).

“A Alice traz o seu molho aqui, a Bela traz seu molho acolá, o Paulo vem com um negócio ali, a Olivia vem com outro negócio, e a gente discute. Muitas vezes é a própria Jaque (Jaqueline Vargas, autora), outras vezes acontece ali no calor do momento, que também é importante, que tem o frescor do não preparado. E isso dá um caráter de interpretação muito puro para todos nessa série. Uma coisa meio ficção, mas que também parece que é real“, elogia Selton.

A cada nova semana, cinco novos episódios serão disponibilizados no streaming, sempre às sextas-feiras. “Sessão de Terapia” tem autoria de Jaqueline Varga e a produção criativa de Roberto d’Avila. O primeiro episódio estará disponível para não assinantes. Em tempos em que o diálogo está sendo banalizado pela modernidade, nunca se foi tão necessário falar de saúde mental.

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