Ratinho recebe apoio de associação após processo movido por Erika Hilton
Após ser alvo de denúncia por declarações consideradas transfóbicas, o apresentador Ratinho recebeu o apoio de entidade ligada ao setor de comunicação
Neste sábado (14) o apresentador recebeu manifestação de apoio da AESP (Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo) por meio de nota publicada no Instagram.
A nota detalha que a longa carreira do apresentador, em que seu posicionamento já conhecido nacionalmente deve ser levado em consideração como uma opinião e debate público.
Repercussão
A repercussão teve início após o apresentador, em seu programa no SBT, comentar sobre a eleição de Erika Hilton como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. Ratinho questionou a escolha da parlamentar, opinando que a comissão deveria ser presidida por “Uma mulher de verdade”. Tal fala, repercutiu negativamente, explodindo nas redes sociais e no meio político, levando o debate para as redes sociais com a opinião dos internautas.
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Nota da AESP em defesa do apresentador Ratinho (Foto: reprodução/Instagram/@aesp_radioetv)
A AESP ainda destaca a defesa da liberdade de expressão, que deve ser preservada, repudiando a tentativa de judicialização excessiva por opiniões declaradas por jornalistas e comunicadores nos meios de comunicação, defendendo a democracia e a liberdade de imprensa.
Repercussão e desdobramentos do caso
Após a repercussão pela fala de Ratinho, coube ao SBT se manifestar publicamente sobre o ocorrido por meio de nota à imprensa:
“As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”
Mesmo com todas as polêmicas envolvidas na semana, o SBT reforçou a parceria com o apresentador, garantindo que não haverá rompimento contratual.
O apresentador do SBT se manifestou em suas redes sociais por meio de vídeo, defendendo a sua liberdade de expressão, afirmando que está no direito de questionar quem governa.
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Ratinho se manifesta sobre polêmica com Érika Hilton (Vídeo: reprodução/Instagram/@oratinho)
Por fim, o apresentador afirma que “crítica política não é preconceito, é jornalismo” e que “não vai ficar em silêncio”.
Ação judicial e pedido de indenização
Após a repercussão do episódio, Erika Hilton representou denúncia ao apresentador por transfobia junto ao Ministério Público Federal. A denúncia foi aceita pela promotoria que investiga o caso, resultando em uma ação judicial contra Ratinho e a emissora responsável pelo programa. No processo, o MPF solicita o pagamento de R$ 10 milhões em danos morais coletivos.
Segundo a parlamentar, a indenização pretendida teria destinação social, voltada ao apoio de mulheres vítimas de violência, incluindo mulheres trans e cis. A ação judicial também sustenta que o discurso exibido em rede nacional pode contribuir para reforçar preconceitos e discriminação.
Além da esfera cível, a situação também motivou pedidos de investigação criminal, por meio de solicitação de abertura de inquérito policial para apurar eventual prática de crime de transfobia, cuja pena pode chegar a até seis anos de prisão caso haja condenação.
O processo foi encaminhado ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, órgão responsável por promover audiências de conciliação. A ideia é que as partes tentem chegar a um acordo antes que a ação avance para uma decisão judicial definitiva. Caso a negociação não tenha sucesso, o caso continuará tramitando normalmente na Justiça até que haja uma sentença que defina se haverá condenação ou absolvição do apresentador.
