Pedro Scooby descobre irmã secreta após escândalo na Justiça e quebra o silêncio
Surfista soube da existência de Mylena através de colunista do Metrópoles; família ainda desconhece paradeiro da irmã
Pedro Scooby descobriu que tem uma irmã chamada Mylena, filha registrada de seu pai Alexandre Cosme Vianna, falecido em abril de 2024. A revelação surgiu durante processo judicial movido por ex-funcionária doméstica. Segundo o colunista Lucas Pasin, do Metrópoles, foi através de uma entrevista que Pedro soube da existência da irmã oculta.
O surfista e ex-BBB não conviveu com o pai Alexandre. Sua irmã, Maria Eduarda passou mais tempo com ele e foi quem descobriu os detalhes sobre Mylena durante a análise da ação judicial que envolviam a família após a morte do empresário.
A reação de Pedro Scooby
Em entrevista a Lucas Pasin, Pedro afirmou desconhecer a existência de Mylena antes do contato do colunista.
“Não sabia disso. A Duda conviveu com o meu pai, eu não. Não sei nada da vida dele. Isso é fora os [filhos] que devem ter e não são registrados”, disse Pedro Scooby.
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Pronunciamento de Pedro Scooby (Vídeo: reprodução/Instagram/@splash_uol)
O surfista mencionou a possibilidade de haver outros filhos não registrados do pai. A descoberta de Mylena, segundo ele, reforçou um padrão que a família começava a compreender após a morte de Alexandre.
Maria Eduarda, em suas redes sociais, revelou que Mylena foi registrada pelo pai mas mantida oculta da família. A descoberta ocorreu dois dias antes da publicação das informações.
“Agora, depois que ele faleceu, passamos a ter ideia da gravidade de tudo que está por trás. Só para vocês terem uma leve noção, descobrimos no meio desse caos todos que temos mais uma irmã, registrada. Ele a registrou, sempre soube dela, e escondeu de nós esse tempo todo”, afirmou Maria Eduarda.
Histórico de filhos ocultos
Não era a primeira vez que a família Scooby descobria um filho não divulgado. Segundo Lucas Pasin, Pedro havia descoberto anos antes outro irmão chamado Otto, que tem cerca de 40 anos. Otto não foi registrado pelo pai, por opção dele.
Em 2020, Pedro falou sobre o encontro com Otto após receber uma mensagem do pai.
“Na hora que ele mandou (a mensagem), que eu olhei a foto dele, eu já liguei a pessoa que o meu pai falava que era. E eu falei: ‘Caraca, é ele!’. Eu passei a vida inteira sabendo que existia um irmão, mas não sabia onde procurar”, disse Pedro Scooby.
Maria Eduarda confirmou que a descoberta de Mylena foi recente e que a família ainda não conseguiu localizar a irmã.
“Foi uma descoberta recente. Tem dois dias. Nós não temos nem noção do paradeiro dela ainda. Até então, sempre fomos nós três. Eu, João e Pedro. Depois de muitos anos, meu pai ainda vivo, descobrimos o Otto. Nos encontramos com ele, mas ele não chegou a ser registrado por opção dele. Agora surgiu a Mylena. É só o que sabemos devido ao caso judicial. Ele escondeu de todos nós. Nem as ex-esposas sabiam”, disse.
O processo judicial
A descoberta de Mylena veio à tona no âmbito de uma ação judicial movida por Josilene, ex-funcionária doméstica de Alexandre Cosme Vianna. Josilene trabalhou sete meses em uma fazenda de propriedade de Alexandre em Vassouras, Rio de Janeiro.
Segundo a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, que representa Josilene, a ex-funcionária foi usada como “laranja” pelo empresário. Ela assinou documentos acreditando que eram de contratação e vínculo empregatício, mas descobriu posteriormente que aparecia como sócia de cinco empresas.
Josilene fez essa descoberta após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), quando tentava solicitar benefício de incapacidade temporária. As cobranças e execuções judiciais registradas em seu nome ultrapassam R$ 1 milhão.
A Defensoria Pública identificou uma complexa fraude empresarial supostamente praticada por Alexandre. Josilene sofreu bloqueios judiciais que zeraram seu saldo do INSS.
Na ação, Josilene pede a anulação dos atos societários, a retirada de seu nome das cinco empresas e uma indenização de R$ 10 mil por danos morais.
Com a morte de Alexandre, em abril de 2024, Pedro Scooby, Maria Eduarda, João Vitor e Mylena foram incluídos como réus na ação. A inclusão como réus ocorre por serem herdeiros da herança, não por participação nas irregularidades atribuídas ao pai.
A ação foi distribuída em 2 de outubro na 1ª Vara da Comarca de Barra do Piraí e aguarda análise do juiz. A Defensoria Pública confirmou as informações à revista Quem.
