Paul McCartney diz que Yoko Ono suspeitava da sexualidade de John Lennon

Em entrevista republicada recentemente pela Vanity Fair, o músico contou que a viúva levantou hipótese pouco depois do assassinato do ex-Beatle, em 1980

12 mar, 2026
Paul McCartney | Reprodução/Instagram/@paulmccartney
Paul McCartney | Reprodução/Instagram/@paulmccartney

O ex-integrante dos Beatles, Paul McCartney, relembrou recentemente uma conversa inesperada que teve com Yoko Ono logo após a morte de John Lennon, em 1980. Durante uma entrevista feita em 2015, que foi resgatada e republicada pela revista Vanity Fair no mês passado, o músico contou que a esposa do companheiro entrou em contato com ele pouco depois da tragédia e fez um comentário que o deixou surpreso. 

Segundo McCartney, Yoko teria dito ao telefone que acreditava que Lennon “talvez fosse gay”, levantando uma hipótese que nunca havia sido discutida abertamente entre eles enquanto o cantor ainda estava vivo.

Vida íntima de Lennon

O britânico afirma que reagiu com certa descrença à especulação, pois nunca teve essa impressão sobre o amigo, que inclusive já havia sido casado outra vez e teve dois filhos. “Eu tinha dormido com John muitas vezes, mas nunca houve nada. Nunca houve um gesto, nunca uma expressão. Não havia nada. Então, eu não tinha nenhum motivo para acreditar nisso”, explicou.

Ele reforça que, nos anos em que esteve lado a lado do parceiro criativo nos Beatles, não percebeu nenhum sinal que indicasse a veracidade da suposição de Yoko, e ainda comenta como o falecido músico costumava ter uma vida amorosa bastante ativa e popular com diferentes mulheres.

No entanto, Paul também lembra de ver os rumores sobre a sexualidade de John Lennon circulando ocasionalmente na imprensa e entre fãs ao longo dos anos. Sobretudo após uma viagem para a Espanha, na qual Lennon estava acompanhado pelo empresário da banda, Brian Epstein. 

“Brian o convidaria para um encontro por ser homossexual, um rapaz bonito por quem ele tinha uma queda. Eles foram para a Espanha, se divertiram. Sem dúvida, John entraria na brincadeira. Pessoalmente, eu não achava que nada tivesse acontecido. Certamente nunca ouvi falar de nada. Mas eu via como uma forma de demonstrar poder: ‘Querem lidar com os Beatles? Eu sou o líder”, compartilhou.

Assassinato do astro dos Beatles

John Lennon foi assassinado em 8 de dezembro de 1980, aos 40 anos, após ser baleado por Mark David Chapman na entrada do edifício Dakota, em Nova York, onde morava com Yoko Ono. 


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Fãs de John Lennon realizando uma vigília após sua morte em dezembro de 1980 (Foto: Reprodução/Hulton Archive/Getty Images Embed)


O autor do crime, condenado a prisão perpétua e diagnosticado com psicopatia e esquizofrenia, revelou em entrevistas que desprezava o cantor desde sua declaração polêmica em 1966, quando disse “os Beatles são mais populares que Jesus Cristo”. Para Mark, a fala de Lennon foi infeliz com a fé alheia e se sentiu no dever de “puni-lo”.

Décadas depois, o episódio continua cercado de curiosidade e relatos de bastidores envolvendo pessoas próximas ao artista, como a conversa lembrada por Paul McCartney.

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