Paris Jackson faz desabafo sensível e revela medida extrema após tentar tirar a própria vida: A dor mais aguda que já experimentei”; assista

A filha de Michael Jackson fez nove sessões em três semanas e usou a experiência como inspiração para a capa de seu álbum ‘Happiest Day of My Life’

17 ago, 2026
Paris Jackson | Reprodução/Instagram/@parisjackson
Paris Jackson | Reprodução/Instagram/@parisjackson

Paris Jackson revelou em podcast que realizou nove sessões de terapia eletroconvulsiva (ECT) ao longo de três semanas após chegar muito perto de tentar tirar a própria vida. A cantora de 28 anos participou do programa “On Purpose with Jay Shetty”, exibido segunda-feira (19 de agosto), onde descreveu em detalhes a experiência com o procedimento contra depressão.

Ela chegou a um dos períodos mais delicados de sua vida e havia tentado diversos tratamentos antes de recorrer à ECT. A experiência de quase cometer suicídio a levou a buscar uma solução mais drástica, conforme relatou no podcast.

Como funciona a terapia eletroconvulsiva

A ECT utiliza anestesia geral, deixando o paciente desacordado durante o procedimento. Segundo o médico que acompanha Paris, o tratamento não é tão invasivo quanto era no passado: “Não é tão bárbaro quanto costumava ser. Eles usam anestesia geral. Você fica desacordada quando recebe o choque”, explicou o profissional.

O processo prático é rigoroso. Paris precisou remover piercings de metal e substituir por brincos de plástico. Ela relatou: “Tenho muitos metais [piercings], então tive que substituir todo o metal do meu rosto por brincos de plástico. Você entra, veste a camisola hospitalar, eles te anestesiam, te prendem, colocam um protetor bucal na sua boca e te eletrocutam. A dor mais aguda que já experimentei dentro da minha cabeça. É uma dor causada por ser eletrocutada.”

Ao acordar da primeira sessão, Paris sentiu a dor mais intensa de sua vida. Nos dias subsequentes, havia momentos em que não estava mentalmente presente. A sensação de choque elétrico deixou marcas profundas em seu corpo e mente durante o tratamento.

Paris acredita que a ECT atua sobre a neuroplasticidade do cérebro, alterando as conexões neurais. Apesar da dor extrema, ela estava respondendo bem ao procedimento e considera ainda a forma mais eficaz de tratamento para depressão severa.


Entrevista de Paris Jackson (Vídeo: reprodução/Spotify/on purpose with jay shetty)


A inspiração artística da ECT

A experiência dolorosa virou material criativo. A capa do álbum “Happiest Day of My Life” foi inspirada pela vivência com ECT. Na imagem, Paris aparece com um protetor bucal na boca enquanto uma mão segura seu queixo, enquanto ela olha para a câmera. A escolha visual traz a realidade clínica para o universo artístico.

Paris estava preocupada com a possibilidade de precisar continuar as sessões indefinidamente. Começou a buscar outras formas de manter sua recuperação e passou a reunir aprendizados para promover mudanças em sua vida cotidiana: “Se eu não estiver integrando as coisas que aprendo nesses lugares e nessas experiências, vou voltar a me sentir como antes. Sem integração, eu só continuava piorando cada vez mais.”

Ela enfatiza que a integração dos aprendizados dos tratamentos à rotina é fundamental. Sem isso, o ciclo de piora continuaria.

Antes de recorrer à ECT, Paris experimentou uma série de tratamentos. Tentou medicamentos convencionais, esteve em cinco instituições diferentes e se submeteu a terapia comportamental dialética (DBT), EMDR, aplicações de lidocaína nos nervos do pescoço e estimulação magnética transcraniana (TMS). Também experimentou CBD como alternativa.

Os resultados foram variados. A lidocaína ajudou por cerca de uma semana. Outro tratamento proporcionou alguns meses de alívio. A TMS ajudou a aliviar sintomas do TOC, mas não teve efeito sobre a depressão.

Atualmente, Paris busca manter sua recuperação por meio de uma abordagem de saúde holística com o objetivo de tornar o processo sustentável. Conta com acompanhamento de especialista comportamental para lidar com o TOC. Recentemente, sentiu que chegou a um platô em seu processo de terapia.

Em 2017, Paris relatou ter tentado suicídio várias vezes durante a adolescência, enfrentando sérios problemas de autoestima. Buscou ajuda em escola terapêutica em Utah e mencionou o ódio de si mesma como uma das batalhas travadas naquele período. Em podcast anterior, “Call Her Daddy”, ela revelou que passou a buscar coisas fora de si mesma para lidar com situações, enfrentando também problemas com uso de drogas e automutilação.

Se você tem pensamentos suicidas, procure ajuda. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio 24h pelo número 188.

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