Funcionária nega que funcionários receberam parte dos R$ 350 mil pagos por Viih Tube e Eliezer
Governanta desabafa sobre a repercussão do acordo com o Ministério Público do Trabalho e critica falta de diálogo
Leinha, governanta de Viih Tube e Eliezer, negou nas redes sociais que os funcionários receberam qualquer parte dos R$ 350 mil pagos pelo casal ao Ministério Público do Trabalho em acordo sobre o reality ‘As Patroas’. O pronunciamento veio na quarta-feira (29), após a repercussão do caso.
Ela relatou receber muitas mensagens de seguidores perguntando se o valor seria repassado aos colaboradores. Leinha fez questão de esclarecer que isso não aconteceria.
“Gente, eu tô recebendo muito direct aqui: ‘Leinha, é sério isso que o dinheiro vai pra vocês da multa que foi paga?’. Gente, não. Não vem nenhum real pra gente. Nenhum real vai vir pra gente, pra nenhum de nós aqui”, afirmou Leinha.
A defesa dos patrões
Leinha relembrou que já havia defendido Viih Tube e Eliezer quando o reality foi criticado. Ela afirmou que todos os funcionários participaram de forma voluntária e que ninguém foi obrigado a integrar as dinâmicas do programa.
Desde o início da polêmica, a governanta assumiu a tarefa de esclarecer a situação. Desabafou sobre ter se colocado publicamente em defesa do casal.
“Desde que deu ruim, que aconteceu o que aconteceu do reality, eu dei a minha cara a tapa. Eu vim aqui e falei para vocês que ninguém estava sendo obrigado a nada, que a gente estava participando por livre e espontânea vontade, que era tudo certinho”, desabafou Leinha.
Segundo ela, o público não deu ouvido ao seu relato. Preferiu atacá-la e acusá-la de defender os patrões sem questionar. A governanta afirmou que se sentiu prejudicada por essa reação.
O prejuízo, segundo Leinha, foi financeiro e direto. Ela afirmou que os funcionários foram prejudicados com a repercussão negativa do programa, pois não ganharam o prêmio do reality nem os prêmios secundários que estavam em jogo.
“A gente se prejudicou porque a gente não ganhou o prêmio do reality, não ganhou as coisas, por uma coisa que não é verdade”, afirmou.
Leinha criticou também a falta de diálogo. Segundo ela, ninguém procurou ouvir os participantes antes de fazer acusações. Afirmou que se realmente estivessem preocupados, teriam entrado em contato com a equipe.
“Só ouviram as páginas de fofoca, os boatos”, resumiu, expressando indignação com a situação.
Ver esta publicação no Instagram
Leinha, governanta de Viih Tube e Eliezer (Vídeo: reprodução/Instagram/@leinhasantana89)
O reality que gerou a polêmica
‘As Patroas’ foi criado por Viih Tube e Eliezer e mostrava funcionários domésticos participando de provas e desafios. O programa oferecia prêmios que incluíam dinheiro, folgas e outros benefícios.
Algumas dinâmicas passaram a ser alvo de críticas nas redes sociais. Uma delas incluía moedas escondidas em diferentes cômodos da casa, inclusive no banheiro. Internautas acusaram o casal de expor colaboradores a situações constrangedoras.
Após a repercussão, o Ministério Público do Trabalho instaurou investigação para verificar possível violação de direitos trabalhistas. O foco era a exposição pública e o uso comercial da imagem dos funcionários sem proteção adequada.
A ação do Ministério Público
O caso terminou com um acordo entre Viih Tube, Eliezer e o MPT, formalizado através de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). O casal se comprometeu a pagar R$ 350 mil por dano moral coletivo.
Além do pagamento, o acordo estabelece que o casal não pode criar conteúdos que submetam empregados a situações humilhantes ou constrangedoras. A participação de funcionários em realities também ficou proibida como condição de trabalho.
Todo o material do programa deve ser retirado do ar em até 48 horas. O acordo garante que não haverá prejuízo para quem optar por não participar de futuras produções.
Viih Tube se pronunciou nas redes sociais após o acordo, pedindo desculpas a quem se sentiu ofendido. Ela afirmou que nunca houve intenção de causar danos aos colaboradores.
