Lula e Janja recebem Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto
Ator acompanhado por representantes da Re:wild, organização ambiental que trabalha na restauração de ecossistemas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja receberam o ator Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto na quarta-feira (2). O encontro, que durou cerca de 40 minutos, abordou impactos das mudanças climáticas, proteção da Amazônia, povos indígenas e iniciativas de desenvolvimento sustentável. DiCaprio estava acompanhado por representantes da Re:wild, organização ambiental fundada em 2021.
A conversa de Lula com DiCaprio
Segundo Lula, a conversa focou em como o governo brasileiro trabalha pela proteção ambiental e pelos impactos das mudanças climáticas. O presidente relatou que DiCaprio contou como conheceu o Xingu há 25 anos e mencionou sua amizade com o cacique Raoni Metuktire.
A Re:wild é uma organização ambiental global sem fins lucrativos com participação de DiCaprio. A entidade atua em parceria com comunidades indígenas, governos e cientistas para recuperação de ecossistemas e proteção de espécies ameaçadas de extinção.
Janja destacou em sua fala o papel das mulheres na preservação dos territórios.
“Cuidar da floresta é também cuidar de quem vive e luta por ela. Hoje, conversei com Leonardo DiCaprio sobre o papel fundamental das mulheres na preservação dos nossos territórios e sobre como a bioeconomia pode gerar trabalho, renda e desenvolvimento sem destruir a natureza”, afirmou Janja.
Ela completou:
“Falamos da Amazônia, dos povos indígenas, do combate às mudanças climáticas e da importância de unir governo, comunidades e sociedade na construção de um futuro sustentável”.
A ministra da Cultura Margareth Menezes esteve presente no encontro. Janja presenteou DiCaprio com uma fotografia do cacique Raoni, feita pelo fotógrafo oficial da Presidência, Ricardo Stuckert.
Antes de chegar a Brasília, DiCaprio esteve em Mato Grosso visitando o cacique Raoni e comunidades indígenas. O ator também visitou o Pantanal de Mato Grosso do Sul. Sua viagem ao Brasil foi dedicada a iniciativas de conservação.
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Lula e Janja recebem Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto (Foto: reprodução/Instagram/@janjalula)
Em 2019, o então presidente Jair Bolsonaro acusou DiCaprio e a organização não-governamental WWF de financiarem queimadas criminosas na Amazônia. Bolsonaro fez a declaração sem apresentar provas. A acusação ocorreu após a prisão de quatro brigadistas no Pará por suspeita de atear fogo na floresta para obter doações.
“Quando eu falei que há suspeitas de ONGs, o que a imprensa fez comigo? Agora, o Leonardo DiCaprio é um cara legal, não é? Dando dinheiro para tacar fogo na Amazônia”, disse Bolsonaro em novembro de 2019.7
Declarações de Bolsonaro
O Ministério Público do Pará afirmou na época que não havia indícios do envolvimento dos brigadistas. A Justiça do Pará determinou a soltura dos quatro. O chefe da investigação da Polícia Civil foi afastado.
As declarações de Bolsonaro repercutiram negativamente no exterior. O Washington Post e o New York Times destacaram que o então presidente criticou DiCaprio após os incêndios sem oferecer provas. The Guardian afirmou que Bolsonaro acusou falsamente o ator de ter pago pelos incêndios.
