Filha da ex-BBB Laís Caldas chama atenção por condição rara na orelha; entenda o que é

Malformação congênita rara que causa fenda no lóbulo da orelha afeta aproximadamente 1 em cada 15 mil nascidos vivos e é puramente estética

07 ago, 2026
Laís Caldas, Alice e Gustavo Marsengo | Reprodução/Instagram/@dra.laiscaldass
Laís Caldas, Alice e Gustavo Marsengo | Reprodução/Instagram/@dra.laiscaldass

Alice, filha de Laís Caldas e Gustavo Marsengo, nasceu com lóbulo bífido, uma malformação congênita rara que provoca uma divisão ou fenda no lóbulo da orelha. A condição chamou atenção após a revelação feita pela família, mas especialistas explicam que a alteração não compromete a audição nem representa riscos para a saúde da criança.

O lóbulo bífido se desenvolve ainda durante a gestação, geralmente entre a quinta e a nona semana de gravidez, período em que ocorre a formação das estruturas da orelha. Apesar de ser uma condição pouco comum, o problema é considerado exclusivamente anatômico e estético.

Alteração rara não compromete saúde da criança

Segundo Marcelo Rudy, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética (BAPS), a origem exata do lóbulo bífido ainda não é totalmente conhecida. A ocorrência costuma acontecer de forma isolada e sem relação direta com fatores hereditários.

Estudos citados pelo especialista apontam que a malformação pode ocorrer em aproximadamente um caso a cada 15 mil nascidos vivos. Por não ser considerada uma característica genética, a condição não costuma passar de pais para filhos nem apresenta maior frequência dentro de famílias.

“Sobretudo é uma questão anatômica e estética e não compromete a audição”, explicou Marcelo Rudy.

A principal consequência da alteração está relacionada à aparência do lóbulo e à impossibilidade de utilizar brincos na região afetada. Fora isso, a criança pode se desenvolver normalmente, sem limitações relacionadas à audição ou outras funções do organismo.

No caso de Alice, a família optou por aguardar o crescimento da menina antes de decidir sobre uma possível intervenção. A escolha acompanha uma recomendação de avaliação individualizada, levando em consideração as características da alteração e o desejo da própria criança no futuro.


 

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Laís Caldas explica a condição da filha (Vídeo: reprodução/Instagram/@dra.laiscaldass)


Cirurgia pode ser feita quando houver indicação

A correção do lóbulo bífido não é obrigatória e depende principalmente do impacto que a condição causa na vida da pessoa. Caso exista incômodo estético, dificuldade para utilizar acessórios ou algum desconforto emocional, a cirurgia plástica pode ser avaliada por um especialista.

O procedimento consiste na reconstrução da região dividida, utilizando os próprios tecidos do lóbulo para recuperar um formato mais natural. Apesar de ser considerada uma cirurgia de pequeno porte, exige planejamento e técnica adequada para alcançar um bom resultado.

De acordo com Marcelo Rudy, a intervenção pode ser realizada a partir dos cinco anos de idade, quando a criança geralmente já consegue compreender melhor os cuidados necessários no período de recuperação.

“É perfeitamente possível aguardar a adolescência ou vida adulta”, afirmou o especialista.

A decisão pelo momento ideal da cirurgia varia de acordo com cada caso. Quando a alteração não causa desconforto para a criança, a correção pode ser adiada por muitos anos ou até mesmo não ser realizada.


Alice, filha de Laís Caldas com Gustavo Marsengo (Foto: Reprodução/Instagram/@dra.laiscaldass)


Escolha da família respeita o tempo de Alice

A avaliação médica considera diversos fatores antes de indicar qualquer procedimento, como a idade da criança, as características do lóbulo, o impacto emocional e a vontade da própria pessoa.

No caso da filha de Laís Caldas e Gustavo Marsengo, a decisão de esperar representa uma forma de respeitar o desenvolvimento da menina e permitir que ela participe da escolha quando tiver idade suficiente.

O acompanhamento com um profissional especializado é fundamental para definir se a cirurgia será necessária e qual será o momento mais adequado para realizá-la. Até lá, Alice segue crescendo normalmente, sem qualquer prejuízo à saúde.

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