Julio Iglesias enfrenta novas denúncias de agressão sexual

ONG que representa as denunciantes argumenta que tribunais espanhóis têm competência para analisar crimes cometidos no exterior com vínculos relevantes ao país

04 set, 2026
Julio Iglesias I Reprodução/Instagram/@julioiglesias
Julio Iglesias I Reprodução/Instagram/@julioiglesias

Duas ex-funcionárias de Julio Iglesias apresentaram nova ação na Justiça espanhola nesta quinta-feira (3) acusando o cantor de agressão sexual, assédio e trabalho forçado. A denúncia foi informada nesta sexta-feira (4) pela ONG Women’s Link Worldwide, que representa as mulheres. Os episódios teriam ocorrido em 2021 em propriedades do artista nas Bahamas e República Dominicana.

Novas acusações de abuso sexual na Espanha

Não é a primeira vez que o cantor enfrenta acusações da mesma natureza na Justiça espanhola. Em janeiro de 2026, as mesmas denunciantes já haviam recorrido aos tribunais. O processo foi arquivado por falta de competência jurisdicional, já que os fatos alegados ocorreram fora do território espanhol.

Os relatos indicam que as duas mulheres teriam sofrido situações contínuas de assédio e agressões sexuais durante o período em que trabalhavam para Iglesias em 2021. Conforme as denúncias, elas também foram submetidas a condições de trabalho forçado e degradantes.

A defesa de Julio Iglesias classificou as acusações como “absolutamente falsas”. O cantor, aos 82 anos, negou “ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher”.


Julio Iglesias (Foto: reprodução/ Paras Griffim/ Getty Images Embed)


Justiça espanhola analisa novas acusações contra cantor

A estratégia jurídica da ONG muda agora. A Women’s Link Worldwide sustenta que tribunais espanhóis têm competência para analisar crimes cometidos no exterior quando existem vínculos relevantes com o país. A legislação espanhola prevê essa possibilidade, e a nacionalidade espanhola de Iglesias é considerada um dos elos que permite a investigação.

“O Estado espanhol tem a obrigação de garantir o acesso à Justiça em condições de igualdade, independentemente de quem seja a pessoa denunciada”, declarou Jovana Ríos Cisnero, diretora-executiva da Women’s Link Worldwide.

As acusações apresentadas incluem:

  • Agressão sexual
  • Assédio sexual
  • Trabalho forçado
  • Condições degradantes de trabalho

O cronograma dos processos marca dois momentos distintos. A primeira denúncia foi apresentada em janeiro de 2026 e arquivada por falta de competência jurisdicional. Agora, em 3 de setembro de 2026, a nova ação avança com argumentação jurídica renovada.

O caso está sob análise da Justiça espanhola. A ONG mantém que a legislação do país permite investigação de crimes no exterior quando há vínculos relevantes. A defesa de Iglesias continua negando todas as acusações.

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