Filhos de Erasmo Carlos levantam suspeitas sobre transferência bancária feita no dia da morte do cantor

Leonardo e Gil Esteves pedem investigação de movimentações que somam R$ 345 mil realizadas sem alvará judicial

27 ago, 2026
Erasmo Carlos | Reprodução/Instagram/@erasmocarlosbr
Erasmo Carlos | Reprodução/Instagram/@erasmocarlosbr

Os filhos de Erasmo Carlos, Leonardo Esteves e Gil Esteves, apresentaram notícia-crime à Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro acusando a viúva, Fernanda Passos, de transferências bancárias irregulares. Segundo o documento, R$ 300 mil foram movimentados no dia 22 de novembro de 2022, data da morte do cantor aos 81 anos.

Erasmo Carlos faleceu após quadro de paniculite agravado por sepse de origem cutânea. Os filhos afirmam que a transferência para conta atribuída à viúva aconteceu logo após a morte, quando o artista ainda estava internado. A conta bancária pertencia apenas a Erasmo, e pela legislação, movimentações de contas de falecidos só podem ser realizadas com alvará judicial. Uma imagem de extrato bancário foi reproduzida na notícia-crime.

Uma segunda transferência de R$ 45 mil saiu da conta do cantor semanas depois, destinada a pagamentos de prestação de serviços jurídicos contratados por Fernanda. As duas operações somam R$ 345 mil. Os filhos solicitaram à polícia a instauração de inquérito e a oitiva da viúva, além de exigência de que ela esclareça as movimentações e informe se os valores serão restituídos ao espólio.

A acusação dos filhos

Os advogados de Leonardo e Gil sustentam que os fatos poderiam ser investigados como apropriação indébita praticada na condição de inventariante e furto qualificado por abuso de confiança. A notícia-crime traz detalhes das operações e solicita que a polícia aprofunde a investigação sobre as circunstâncias das transferências.

Segundo os filhos, não houve autorização deles para as movimentações, e as operações teriam violado procedimentos legais que exigem alvará de magistrado para qualquer movimentação bancária pós-morte. Os herdeiros argumentam que Fernanda Passos, na condição de inventariante, teria obrigação de manter os bens do falecido preservados até a conclusão do processo de inventário.


 

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 Músico Erasmo Carlos (Foto: reprodução/Instagram/@erasmocarlosbr)


Investigação solicitada

A Delegacia de Defraudações recebeu a notícia-crime e deverá analisar se há indícios que justifiquem a abertura de inquérito policial. Os filhos de Erasmo pedem que a viúva seja ouvida sobre as operações e que forneça documentos que comprovem a legalidade das transferências.

A informação foi publicada pela coluna Veja Gente. A defesa de Leonardo e Gil informou que eles não têm nada a declarar. A defesa de Fernanda Passos não retornou contato até o momento da publicação.

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