Duda Beat mostra detalhes do apartamento em prédio icônico do Rio de Janeiro

Cantora recifense revela como o refúgio de 291 m² se tornou testemunha de suas transformações pessoais e criativas

24 ago, 2026
Duda Beat | Reprodução/Instagram/@dudabeat
Duda Beat | Reprodução/Instagram/@dudabeat

Duda Beat, cantora e compositora natural do Recife, abriu as portas de seu apartamento de 291 m² em um edifício modernista assinado pelo escritório MMM Roberto nos anos 1950, no Rio de Janeiro. O imóvel testemunhou transformações profundas na vida da artista, incluindo o fim de um relacionamento longo e a descoberta de novo amor.

O apartamento acompanhou também novas canções, encontros com amigos e períodos de silêncio criativo. Para Duda, o espaço carrega significado que vai além da função de moradia.

“Esta casa já me viu da maneira mais feliz e da maneira mais vulnerável possível.”

A relação emocional de Duda com o apartamento é de profunda proximidade. Ela o descreve como um refúgio onde não precisa desempenhar papel algum, um porto seguro em contraste com a intensidade dos palcos e da exposição pública que marca sua carreira.

Um refúgio pessoal

A necessidade de ter um lar e aconchego orientou toda a reforma do imóvel. Duda é uma pessoa que precisa de uma base, e essa busca por enraizamento determinou cada escolha do projeto.

“Minha casa já me viu chorar, já me viu sorrir. Nos momentos difíceis, ela segura minha onda.”

A reforma foi assinada pelo arquiteto Roy Costa, parceiro em projetos anteriores da família. O trabalho buscou traduzir um momento de maturidade da cantora, equilibrando impacto visual e acolhimento. Concreto aparente foi combinado com madeira, plantas e obras de artistas brasileiros. A iluminação foi cuidadosamente desenhada para suavizar a força da estrutura modernista.

“Eu queria ter meu lar, meu aconchego. Sou uma pessoa que precisa de uma base.”

Construção gradual

Para Duda, os interiores nunca estarão concluídos. Ela prefere construir o lar da mesma forma que constrói a própria memória: vagarosamente, com itens que chegam quando fazem sentido. Vasos de viagens, guardanapos de turnês e esculturas ocupam o espaço não como decoração, mas como fragmentos de vivência.

“Quero objetos que contem histórias, e a minha também.”

Essa lógica se aproxima da forma como a cantora compõe suas canções. Objetos não são apenas presença visual; são gatilhos para criação.


Duda Beat mostra detalhes do apartamento (Vídeo: reprodução/Instagram/@dudabeat/@casavoguebrasil)


Espaço de criação

Duda tem um estúdio instalado no apartamento onde suas canções nascem e ganham forma. Elas não surgem prontas, mas são lapidadas lentamente entre varanda, sala e estúdio, em diálogo constante com o ambiente.

“Às vezes, olho para um objeto, para uma planta ou para a vista da janela e aquilo desperta uma imagem. Dessa imagem nasce uma música.”

Os ambientes oferecem o recolhimento necessário para a criação musical, mas também abraçam encontros que alimentam novas ideias. Duda gosta de receber amigos, familiares e músicos no apartamento, criando um espaço que oscila entre intimidade e troca.

Três animais de estimação circulam com naturalidade pelo apartamento: o cachorro Boldo e as gatas Miu Miu e Chanel. Eles dividem com a moradora tardes de composição, manhãs preguiçosas e noites em casa, imprimindo ritmo aos dias.

No apartamento, Duda nunca se sente sozinha. Os objetos preservam lembranças, os pets marcam o tempo, e cada ambiente guarda um fragmento de sua trajetória. A morada não apagou dores nem respondeu a todas as incertezas, mas permaneceu enquanto tudo ao redor mudava. É o lugar para onde a cantora sempre pôde voltar e encontrou uma forma de estar inteira.

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