Deborah Secco revela como criou diferentes personas para se adaptar ao mundo: ‘Criei personas para caber no mundo’

Atriz revela transformação pessoal após maternidade, recusa novelas e investe em empresariado e relacionamento com namorado

13 ago, 2026
Deborah Secco | Reprodução/Instagram/@dedesecco
Deborah Secco | Reprodução/Instagram/@dedesecco

Aos 46 anos e 36 de carreira, Deborah Secco se despede das personagens sexy com ‘Bruna Surfistinha 2’, que estreia em 2027 sob direção de Marcus Baldini. A atriz participou do videocast ‘Conversa vai, conversa vem’ do O Globo para falar sobre essa transformação profissional e pessoal que a levou a recusar convites de novelas e repensar suas prioridades.

Deborah tem a filha Maria Flor, de 10 anos, e namora o empresário Dudu Borges, com quem vai se casar no ano que vem. Ela recusou convites para novelas justamente para priorizar mais tempo com a filha e o relacionamento. A maternidade é descrita por ela como a grande virada em sua vida pessoal e profissional. A atriz voltou a interpretar Bruna Surfistinha 17 anos após o primeiro filme, um papel que marca o encerramento de uma fase.

Prioridades que mudaram

Para Deborah, ter aceitado fazer a sequência representa um fechamento importante. “Ter topado fazer esse outro filme é um grande encerramento de ciclo dessa persona que tanto me acrescentou”, afirmou.

“Ter topado fazer esse outro filme é um grande encerramento de ciclo dessa persona que tanto me acrescentou”

A atriz é clara sobre o motivo de suas recusas recentes: uma novela significa menos duas viagens com a filha. Recebeu convite de um autor amigo, mas a decisão já estava tomada. Ela se vê em um novo lugar profissional onde não precisa mais preencher todo espaço disponível. “Sou uma mulher de muitos pódios e vitórias. É hora de dar palco para outras histórias”, declarou.

Novo capítulo profissional

Sua carreira começou em ‘Confissões de adolescente’, depois vieram papéis em ‘Suave veneno’, ‘Laços de família’, ‘Celebridade’ e ‘América’. Durante grande período, foi colocada em papéis sexualizados. Daniel Filho lhe deu o primeiro papel como mulher sexy, Marina em ‘Suave veneno’, e isso moldou trajetória que se seguiu.

Deborah criou personas para caber no mundo. “Ficava tentando ser uma persona interessante, que viralizasse, que valesse uma entrevista. Achava que se você entrevistasse a Deborah não ia ter graça. Hoje, está tudo bem se descobrirem que sou chata”, contou ao videocast.

“Ficava tentando ser uma persona interessante, que viralizasse, que valesse uma entrevista. Achava que se você entrevistasse a Deborah não ia ter graça. Hoje, está tudo bem se descobrirem que sou chata”


 

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 Atriz Deborah Secco (Foto: reprodução/Instagram/@dedesecco)


Empresária e investidora

Além da carreira artística, Deborah estruturou sua vida financeira cedo. Hoje é sócia de sete ou oito empresas. Entrou como sócia em sua primeira empresa há dez anos, quando viu a TV se transformar e percebeu a necessidade de diversificar.

Segundo dados do Google citados por O Globo, ela tem empresa de administração patrimonial avaliada em R$ 7 milhões e mansão nos EUA avaliada em R$ 9 milhões. O método de construção dessa riqueza passou por disciplina e economia: viveu anos como se fosse pobre, mesmo ganhando bem, com carro simples e sem comprar roupas de marca. Só depois de juntar dinheiro começou a se dar luxos.

Vem de família humilde e sua mãe se preocupava em juntar, economizar e investir. Essa herança influencia suas decisões até hoje. Montou palestra intitulada ‘A arte de se reinventar’ e mantém múltiplas fontes de renda através de participações em empresas e trabalhos de publicidade.

Transformação pessoal e terapia

Deborah está em terapia há três anos para trabalhar questões de polarização e controle. “Minha terapeuta transformou minha vida, entrou para fazer uma revolução”, disse.

“Minha terapeuta transformou minha vida, entrou para fazer uma revolução”

Desde criança cresceu sob holofotes e precisou se moldar, construindo personalidades interessantes para agradar. Reconhece traços seus como egocêntricos e controladores quando as coisas não estão sob seu domínio. Trabalha em terapia para parar de polarizar situações.

Luto e responsabilidade desde criança

A morte da irmã mais velha quando Deborah tinha um ano marcou sua infância. Dormia na cama da irmã e vestia suas roupas. Veio com a obrigação de fazer seus pais felizes, carregando responsabilidade na felicidade deles desde criança.

Maternidade e cura

Tem guarda compartilhada de Maria Flor com o pai Hugo, o que ela descreve como sua maior dor. A paternidade presente dele, porém, a cura. Hugo é um pai afeto que se responsabiliza tanto quanto ela, e isso importa porque Deborah teve um pai que não esteve presente.

Buscou o padrão de abandono em todas as relações amorosas e de amizade, escolhendo pessoas que tendiam ao abandono e não ao cuidado. Estar com alguém que realmente se responsabiliza transforma sua perspectiva.

Beleza e saúde em novo patamar

Em algum momento fez lipo, colocou silicone e tomou remédio para emagrecer. Trabalha a neurose pela estética há alguns anos, reconhecendo a pressão que absorveu pela indústria. Seu maior investimento agora é em massa muscular para acompanhar netos no futuro.

Quer viajar o mundo e namorar quando velha. A prioridade deixou de ser a imagem que reflete no espelho e passou a ser a saúde e longevidade.

Imaginação e reinvenção

Tem frase na parede: ‘A imaginação governa o mundo’. Aos seis anos inventou ter perdido a memória e fingiu quebrar o braço para provar aos pais que era atriz. A imaginação sempre foi força motriz de sua vida e reinvenção contínua.

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