Danielle Winits abre o jogo sobre experiências dolorosas e revela: “Já sofri vários tipos de violência”

Atriz de 52 anos interpreta psiquiatra em Eu Não Era Louca, Era Casada, que estreia terça-feira na Globoplay

06 out, 2026
Danielle Winits | Reprodução/Instagram/@lawinits
Danielle Winits | Reprodução/Instagram/@lawinits

Danielle Winits, de 52 anos, está de volta às produções de dramaturgia em um papel que, segundo ela, também despertou reflexões sobre experiências pessoais. A atriz interpreta a psiquiatra Regina em Eu Não Era Louca, Era Casada, novelinha vertical disponível no Globoplay a partir desta terça-feira (6).

Na trama assinada por Ecila Pedroso, a personagem de Danielle acompanha a saúde de Beatriz, vivida por Fernanda Rodrigues. A produção aposta no thriller psicológico para abordar o gaslighting, prática de violência emocional que pode levar uma pessoa a questionar a própria memória, percepção e sanidade.

Danielle relaciona papel a experiências pessoais

Em entrevista à revista Quem, Danielle falou abertamente sobre ter enfrentado diferentes formas de violência ao longo da vida. Para a atriz, levar o assunto para a dramaturgia é uma maneira de ampliar o debate sobre situações que fazem parte da realidade de muitas mulheres.

“Eu, como mulher, que já sofri vários tipos de violência. Vejo que é necessário, hoje em dia, colocar esse assunto dentro da dramaturgia. São luzes do que acontece de fato. Eu me curo ao longo do meu tempo devido a tantas violências que já sofri. Me sinto mais curada com esse trabalho”, declarou.

A atriz também enxerga o trabalho como parte de um processo pessoal de recuperação. Ao interpretar uma profissional da área da saúde que acompanha uma vítima, Danielle considera que a produção pode contribuir para que o público reconheça comportamentos abusivos e reflita sobre as consequências desse tipo de violência.

“O gaslighting é parte integrante da violência contra a mulher e necessita estar dentro do contexto da dramaturgia. Eu acho que a gente está oferecendo um serviço dentro desse trabalho, porque é no meio do caminho que as pessoas podem consumir e refletir”, afirmou.


Danielle Winits em ‘Meninas Malvadas: O Musical’ (Foto: reprodução/Clayton Felizardo/BrazilNews)


Produção marca estreia da atriz em novela vertical

Eu Não Era Louca, Era Casada também representa uma novidade na trajetória profissional de Danielle Winits. Esta é a primeira vez que a atriz participa de uma novela produzida no formato vertical, pensado especialmente para o consumo em celulares e outros dispositivos móveis.

Para Danielle, o modelo pode aproximar a história do cotidiano dos espectadores, já que os episódios mais curtos podem ser acompanhados em diferentes momentos do dia.

“Fico feliz que seja no formato vertical. A pessoa que está no transporte público pode assistir e pensar em sua própria vida”, comentou a atriz.

Com mais de três décadas de carreira, Danielle não atua como personagem fixa em uma novela tradicional desde Amor à Vida, exibida pela Globo em 2013. Na produção, ela interpretou a médica Amarilys.

Desde então, a artista permaneceu ativa em diferentes áreas da dramaturgia, com trabalhos no teatro, cinema e streaming. Entre seus projetos recentes estão os espetáculos CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente, Meninas Malvadas e Os Produtores, além dos filmes Tudo Bem No Natal Que Vem e da franquia Os Farofeiros.

A atriz também participou de Totalmente Demais, da Globo, em aparições especiais nas versões exibidas em 2016 e 2024. Agora, com Regina, Danielle retorna à dramaturgia em uma produção que combina suspense e discussão sobre violência psicológica.

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