Mari Saad anuncia saída da Mascavo e detalha conflito judicial envolvendo os sócios da marca

Influenciadora revela que, apesar de sócia majoritária, foi impedida de acessar operação e dados financeiros. Caso segue para a Justiça

18 set, 2026
Mari Saad | Reprodução/Instagram/@marisaad
Mari Saad | Reprodução/Instagram/@marisaad

Mari Saad anunciou nesta sexta-feira (18) o fim de seu ciclo à frente da Mascavo, marca de maquiagem que fundou em 2024. Em vídeo publicado no Instagram, a influenciadora revelou disputa judicial com sócios investidores sobre controle operacional e acesso a dados financeiros. Apesar de sócia majoritária, ela afirma ter sido impedida de acompanhar a operação e receber demonstrativos.

“Eu decidi encerrar o meu ciclo à frente da Mascavo. Na prática, a Mascavo deixou de ser minha faz um bom tempo. Do jeito que estava, era um jeito que não fazia mais sentido para mim”, disse Mari no vídeo.

Segundo seu relato, a marca deixou de ser operada conforme o acordo original. Mari afirma que o combinado era que ela cuidaria de marketing, produto, comunicação e desenvolvimento de portfólio, enquanto os sócios gerenciariam a operação. Na prática, ela diz que perdeu controle total sobre ambas as frentes.

Quem é Mari Saad

Mari começou sua carreira na internet em 2011, aos 16 anos, com um blog e um canal no YouTube. A trajetória a consolidou como uma das maiores influenciadoras de beleza do Brasil. Em 2017, ela lançou sua primeira linha de maquiagem em parceria com a Océane, parceria que durou até 2024, quando ela decidiu criar a própria marca.


 

Ver esse post no Instagram

 

Um post compartilhado por MARIANA SAAD (@marisaad)

Mari Saad (Vídeo: reprodução/Instagram/@marisaad)


A Mascavo surgiu como um projeto pessoal, com Mari como sócia majoritária. A marca conseguiu repercussão rápida nas redes sociais e entre seguidoras. O lançamento ocorreu no mesmo ano em que ela encerrou a cooperação com a Océane.

A disputa com os sócios

O acordo original entre Mari e os sócios investidores previa uma divisão clara de responsabilidades. Mari ficaria com as decisões sobre produto, comunicação e portfólio; os sócios cuidariam da operação financeira e administrativa. A estrutura parecia equilibrada no papel.

Na prática, porém, Mari relata que foi impedida de exercer até as atribuições que lhe caberiam. Ela conta que pedia dados da operação e demonstrativos financeiros de forma recorrente, mas os acessos não eram concedidos.

“Eu pedia os dados da operação, eles simplesmente não vinham. Eu precisava ter acesso àqueles materiais como sócia majoritária”, completou Mari Saad.

“Hoje, dentro da operação da Mascavo, eu não controlo absolutamente nada. E não era para ser assim. O combinado não era esse”, afirmou.

A base líquida da marca recebeu reclamações de vazamentos e falhas no funcionamento do pump. Mari queria fazer um recall do produto, retirar a base do mercado e revisar os lotes com defeito. Os sócios, segundo ela, não autorizam a ação.

O impasse levou Mari à Justiça. Ela afirma que pediu formalmente inúmeras vezes para resolver o problema fora do tribunal, mas as tentativas não prosperaram. Uma questão jurídica adicional complica a situação: os sócios sustentam que não são sócios da marca, apesar de operarem a Mascavo em sua estrutura. “Cada vez que alguém comprou um produto da Mascavo, esse dinheiro entrou no caixa de alguma empresa, e não era a empresa da marca, era a empresa deles”, explicou Mari.

O que vem depois

Mari Saad promete lançar um novo projeto de marca de beleza no primeiro semestre de 2027. Com a nova marca, ela diz que voltará a fazer produto com a operação inteira sob seu controle. Ela promete reverter R$ 129,90, valor da base com defeito, em crédito para clientes da Mascavo que migrarem para o novo projeto. “Eu vou voltar a fazer produto com operação inteira na minha mão. E, mais uma vez, eu não prometo perfeição. Eu prometo o que eu sempre cumpri quando a decisão era minha”, finalizou a influenciadora.

A influenciadora afirmou que este é seu primeiro pronunciamento sobre o assunto e espera que seja o único. Segundo ela, a Justiça é o lugar adequado para resolver a disputa com os sócios.

Mais notícias