Quaest mostra disputa acirrada no 2º turno: Flávio Bolsonaro tem 46%, e Lula aparece com 44%

Levantamento encomendado pela Globo entrevistou 2.154 eleitores entre 10 e 13 de outubro e tem margem de erro de 2 pontos percentuais

14 out, 2026
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | reprodução/Instagram/@poder360
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | reprodução/Instagram/@poder360

A primeira pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial no segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44%. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico, considerando a margem de erro do levantamento, que é de dois pontos para mais ou para menos.

Nos votos válidos, utilizados oficialmente para definir o resultado da eleição, Flávio registra 51%, contra 49% de Lula. O cenário também indica uma disputa equilibrada, sem diferença estatisticamente conclusiva entre os dois candidatos. A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026.

Quaest aponta empate técnico também na rejeição

Além das intenções de voto, o levantamento avaliou a rejeição dos candidatos. Flávio Bolsonaro registra 54%, enquanto Lula aparece com 53%. Como a diferença está dentro da margem de erro, os índices também indicam empate técnico nesse quesito.

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista prévia de candidatos, Flávio é mencionado por 43%, e Lula, por 42%. O resultado mantém a proximidade observada no cenário estimulado, no qual os nomes dos candidatos são apresentados aos participantes.

Outro dado analisado pelo instituto diz respeito à decisão de voto. Segundo o levantamento, 91% dos entrevistados afirmam que já definiram sua escolha e não pretendem mudar de candidato. Os outros 9% dizem que ainda podem alterar a decisão até a votação.

O estudo também investigou a transferência de votos do primeiro para o segundo turno, o conhecimento dos eleitores sobre as propostas dos presidenciáveis e a avaliação do governo Lula. Entre as questões apresentadas, os entrevistados foram questionados sobre qual cenário provoca mais temor: a reeleição de Lula ou o retorno de um integrante da família Bolsonaro à Presidência. As duas possibilidades registraram 43% das respostas, conforme os dados informados pelo levantamento.


Quaest mostra disputa acirrada no 2º turno (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)


Candidatos avançam em relação à pesquisa anterior

Na comparação com a pesquisa Quaest divulgada em 3 de outubro, antes do primeiro turno, os dois candidatos cresceram dois pontos percentuais nas intenções de voto. Flávio passou de 44% para 46%, enquanto Lula avançou de 42% para 44%. Apesar da movimentação, a distância entre eles permaneceu em dois pontos percentuais.

Outros institutos também divulgaram levantamentos sobre o segundo turno durante a semana. A pesquisa PoderData/Aya, publicada em 13 de outubro, apontou Flávio com 51% e Lula com 49% dos votos válidos, dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual. Já o levantamento BTG/Nexus indicou 52% para o senador e 48% para o presidente nesse mesmo recorte.

O Datafolha, por sua vez, havia divulgado em 8 de outubro uma pesquisa que também mostrava vantagem numérica de Flávio Bolsonaro. Os resultados dos diferentes institutos devem ser considerados levando em conta as datas de realização, as metodologias e as margens de erro de cada levantamento.

Metodologia da pesquisa

A Quaest entrevistou 2.154 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo. O registro na Justiça Eleitoral é BR-08729/2026.

Os números representam um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas. Como a disputa está tecnicamente empatada dentro da margem de erro, os percentuais não permitem afirmar que um dos candidatos tenha vantagem estatisticamente consolidada sobre o outro.

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