SPFW 2026: Alexandre Herchcovitch aposta em transparências, rendas e sensualidade
Desfile marca abertura da 61ª edição com coleção que reinterpreta boho através de transparências e referências visuais múltiplas para o ano todo
O desfile de Herchcovitch Alexandre abriu a 61ª edição do SPFW nesta terça-feira na FAAP. A marca apresentou coleção que partiu da estética boho como base criativa, reinterpretada com elementos vitorianos e fetichistas. A transparência funcionou como fio condutor entre as peças, desenvolvidas para serem versáteis ao longo das diferentes estações.
Boho como linguagem visual
O estilista escolheu o boho por ser uma linguagem visual pouco explorada por ele até então. A decisão reflete seu interesse em ressignificar uma estética consolidada no mercado, imprimindo sua assinatura própria. Desse modo, a abertura do evento estabeleceu uma proposta que dialoga com códigos pessoais do criador.
As composições que desfilaram na passarela exploraram a transparência como instrumento central de design. Cada peça foi pensada considerando as necessidades do guarda-roupa ao longo do ano, permitindo múltiplas combinações. A sobreposição de referências visuais criou camadas que reforçaram a identidade da coleção.
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Desfile de Herchcovitch Alexandre (Vídeo: reprodução/Instagram/@voguebrasil)
Mercado local e tendências internacionais
A coleção de Herchcovitch trouxe a estética boho para composições pensadas para diferentes estações do ano.
Estilistas brasileiros têm ampliado o trabalho com transparências como ferramenta de expressão visual. O recurso deixa de ser apenas técnico e passa a funcionar como linguagem que permeia diferentes propostas criativas no calendário de moda. A interpretação de Herchcovitch, ao conjugar transparência com referências vitorianas e fetichistas, exemplifica como o mercado local absorve códigos internacionais e constrói identidade própria nesse diálogo.
