Erika Hilton bate recorde histórico de votação para Câmara
Deputada registra crescimento expressivo desde 2022; atuação política começou na Câmara Municipal e também ganhou espaço em pautas trabalhistas
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) se tornou a mulher mais votada da história em uma eleição para a Câmara dos Deputados. Com 100% das seções apuradas em São Paulo, a parlamentar conseguiu 1.596.472 votos e superou a marca de 1.078.666 alcançada por Joice Hasselmann em 2018. O resultado também colocou Erika entre os candidatos com maior votação no estado, ficando atrás somente de Lucas Pavanato, do PL, que alcançou 3.038.438 votos.
Deputada amplia votação
A marca que a deputada conquistou representa um crescimento significativo em relação à eleição de 2022. Naquele ano, Erika foi eleita para seu primeiro mandato na Câmara com 256.903 votos. A votação desse ano representa um número quase seis vezes o resultado anterior.
Na disputa de 2026 em São Paulo, Erika esteve junto de outros nomes que também tiveram votações expressivas. Sâmia Bomfim, do PSOL, recebeu 583.107 votos, enquanto Kim Kataguiri, do Missão, conseguiu 520.071. Tabata Amaral, do PSB, terminou com 476.383 votos.
Erika Hilton se torna a Deputada Federal mais votada da HISTÓRIA do Brasil, com mais de 1.5 MILHÃO de votos. #Eleições2026 https://t.co/YAMOR1GFTA
— SB (@sboficial) October 4, 2026
Erika Hilton bate recorde em eleição (Foto: reprodução/X/@sboficial)
O feito alcançado por Erika considera o recorte de gênero. No total de votos para a Câmara, Lucas Pavanato está na primeira posição nacional, enquanto Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, segue na segunda colocação. Pavanato superou a marca anterior de Eduardo Bolsonaro, que havia recebido 1.843.735 votos em 2018.
Parlamentar ganha destaque
Erika iniciou sua trajetória política antes de ir para o Congresso. Ela nasceu em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, foi vereadora da capital paulista e, em 2020, recebeu 50.508 votos, tornando-se a mulher mais votada do país em uma eleição para uma Câmara Municipal naquele ano.
Erika ingressou na Câmara dos Deputados em 2022 como a primeira mulher negra e trans eleita para o cargo, e tem trabalhado em pautas que envolvem os direitos das mulheres, da população negra e da comunidade LGBTQIA+.
A deputada também ganhou destaque em seu primeiro mandato ao defender da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. Em fevereiro de 2025, apresentou uma PEC que previa quatro dias de trabalho por semana, três de descanso e limite de 36 horas semanais.
Em março de 2026, Erika se tornou a primeira mulher trans a presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Desde que entrou na função, decidiu priorizar o combate à violência política de gênero, a fiscalização da rede de proteção e políticas de saúde integral para as mulheres.
