Taylor Swift divide críticos com novas faixas de “The Encore”
Críticas dividem opiniões sobre as novas músicas lançadas pela cantora; Babylon se destaca entre as faixas avaliadas por veículos especializados
A cantora Taylor Swift dividiu opiniões de críticos musicais após o lançamento de The Life of a Showgirl: The Encore. A nova edição de seu 12º álbum ficou disponível nas plataformas em 25 de setembro com quatro músicas inéditas: “Patient Zero”, “Cleveland!”, “Pink Clouding” e “Babylon”. Enquanto algumas avaliações questionam a qualidade das composições, da produção e a questão de ampliar o projeto original, outras análises pontuaram momentos de destaque nas novas faixas.
Críticos questionam novo material
Algumas das avaliações mais negativas são a da Pitchfork, que deu nota 4 para o trabalho, argumentando que as quatro músicas não conseguem reverter a trajetória recente das composições de Taylor e apontando falta de profundidade e significado nas letras. “Cleveland!” foi citada como um dos exemplos mais problemáticos da edição.
O Consequence Sound também avaliou que as composições da cantora não possuem o mesmo nível dos trabalhos feitos em anos anteriores. A análise associou essa percepção com o grande sucesso comercial de Taylor e citou a possibilidade de que a estabilidade trazida por sua posição no mercado tenha diminuído o incentivo para buscar novos caminhos criativos.
Pitchfork atribui nota 4/10 para o ‘The Encore’ de Taylor Swift:
“Taylor Swift sempre terá um dos maiores catálogos de composição musical de todos os tempos. Ninguém pode tirar isso dela. Mas eu escuto o primeiro verso de “Patient Zero”, e penso, sinceramente, abertamente: que… pic.twitter.com/lQSgnkMtVY
— QG do POP (@QGdoPOP) September 29, 2026
Avaliação feita pela Pitchfork para o novo álbum de Taylor Swift (Foto: reprodução/X/@QGdoPOP)
O The Telegraph deu duas estrelas ao projeto. A crítica assinada por Poppie Platt justificou que a força comercial da artista poderia diminuir a pressão para assumir riscos e apontou as quatro músicas são derivativas e pouco inspiradas. O The Guardian também deu duas estrelas e avaliou que o lançamento reforça uma visão de enfraquecimento da produção recente.
A Slant Magazine foi mais dura ao avaliar o álbum com 1,5/5, definindo a edição como um acréscimo desnecessário. Já o The Independent avaliou as quatro faixas de forma desigual, destacando “Babylon” como o principal ponto positivo e considerando as outras três menos convincentes.
“Babylon” recebe elogios
Apesar das avaliações negativas, alguns dos veículos tiveram uma percepção diferente sobre o lançamento. “Babylon” apareceu como destaque em outras análises, sendo mencionada pelo Los Angeles Times como a melhor das quatro novidades. O crítico Mikael Wood chamou atenção para a interpretação vocal e para a mensagem emocional da faixa, colocando “Pink Clouding” na segunda posição.
A análise do Los Angeles Times também pontuou limitações em algumas das novas composições quando comparadas aos trabalhos anteriores de Taylor, especialmente nas letras e na produção. A Variety apresentou uma leitura mais positiva. Chris Willman enxergou as novas músicas como uma conclusão mais leve para a fase do álbum e destacou a continuidade da exploração de possibilidades dentro do pop. O The Irish Times também avaliou positivamente a edição.
A diferença entre as análises mostra que The Encore não provocou uma reação unânime entre os especialistas, pois alguns veículos questionam a direção criativa que Taylor utilizou, e outros valorizam algumas faixas e caracterizam o lançamento de maneira mais positiva.
