Tati Machado relembra perda do primeiro filho durante gravidez
Apresentadora do Mais Você abre o coração sobre a ansiedade de viver nova maternidade com Bruno Monteiro, um ano após perder o primeiro filho na 33ª semana
Nos últimos dias de gestação, Tati Machado e o marido Bruno Monteiro se preparam para a chegada de Rafael. O casal, junto há mais de 12 anos, começou a organizar a mala para a maternidade e separou as roupinhas do bebê. Nesse momento, a apresentadora do Mais Você retomou a memória da primeira gravidez, marcada pela morte de Rael em maio de 2025, quando o bebê faleceu na 33ª semana de gestação após Tati notar uma redução nos movimentos fetais.
Durante os preparativos, Bruno expressou a ansiedade que sente: “Daqui a pouco, nós vamos estar indo para o hospital, né? Vamos, vamos para lá já, ficar lá, só aguardar, só aguardar. Fica muito ansioso, cara”. A cena das roupinhas pequenas despertou em Tati reflexões sobre a primeira gravidez e tudo aquilo que representava.
Quando as roupinhas tinham outro significado
Durante participação na campanha de João e Maria, Tati rememorou o peso emocional dos objetos da primeira gestação. “Quando a gente estava grávida do Rael, a gente sempre falava isso, né? Porque, quando tudo aconteceu com a gente, todas as roupinhas que a gente tinha, tudo, era o que a gente tinha de mais concreto da possibilidade dele”, contou a apresentadora. Aqueles itens, que deveriam trazer alegria, se tornaram marcadores de uma esperança interrompida.
A nova gravidez chegou de forma não planejada, mas profundamente desejada pelo casal. Em 11 de junho, Tati e Bruno anunciaram a notícia, pouco mais de um ano após a perda de Rael. O tempo decorrido não apagou o medo que surgiu com a confirmação da gestação.
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Tati Machado (Foto: reprodução/Instagram/@tati)
O conflito entre esperança e receio
O anúncio da nova gravidez trouxe sentimentos contraditórios. Tati foi honesta sobre os medos que a invadiram ao descobrir que esperava novamente: “A gente ficou com muito medo de construir isso aqui de novo, sabe? Porque, mais uma vez, como a gente estava falando, é tudo de mais concreto que a gente tem”.
O casal, porém, decidiu não deixar o medo paralisar os últimos momentos antes do nascimento. Optaram por viver a experiência e criar novas memórias, reconhecendo que nem tudo está sob o seu controle. A mudança de perspectiva veio de uma conversa importante entre os dois.
“A gente colocou na nossa cabeça que a gente tem que viver as felicidades. A gente realmente não tem controle de tudo, o que a gente às vezes na vida quer controlar, né? E aí a gente colocou na nossa cabeça que a gente ia tentar curtir, criar novas memórias e estar aqui hoje criando essas novas memórias”.
A fala sintetiza a decisão de seguir adiante apesar da incerteza. Não é uma negação do trauma anterior, mas uma aceitação de que a vida prossegue e que há espaço para alegria mesmo quando convive com o receio.
