Brasil cresce em doenças inflamatórias intestinais nos últimos anos

De acordo com levantamento feito pelo SUS, houve um crescimento de 30 para 158 casos por 100 mil habitantes, sendo cinco vezes mais em 13 anos

25 set, 2026
Exemplo de um intestino  | Reprodução/X/@g1
Exemplo de um intestino | Reprodução/X/@g1

O Brasil teve um salto de mais de cinco vezes em relação a doenças inflamatórias intestinais (DII) nos últimos 13 anos. Segundo um estudo feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), cerca de 337.539 pacientes atendidos entre 2012 e 2025 foram inclusos nessa pesquisa  apresentada nessa sexta-feira (25), no 74º Congresso Brasileiro de Coloproctologia, em Balneário Camboriú (SC). No início do recorte, eram 30 em a cada 100 mil brasileiros, agora são 158.

Crescimento de novos diagnósticos

A partir de 2018, esse número aumentou de forma significativa, pois os pesquisadores também analisaram a incidência, que no caso revela o ritmo do avanço, e com isso, esse indicador foi de 9,35 para 12,34 casos por 100 mil habitantes nesse recorte. O que chama atenção dos autores é a curva tendo uma mudança drástica nesse ano em específico, em que os diagnósticos passaram a crescer muito rapidamente.


Intestino danificado pela doença de Crohn (Foto: reprodução/X/@veja)


De acordo com o pesquisador Quaresma, o motivo desse aumento ainda é desconhecido, mas ele também diz que esse salto está relacionado ao crescimento da população. O fato das doenças inflamatórias intestinais estarem mundialmente mais conhecidas e se expandirem cada vez mais, faz com que os médicos pensem nela com uma frequência maior, mas é importante ressaltar que nenhum desses fatores explica isoladamente a mudança na curva de 2018.

Detalhes dessas doenças

As DII são compostas principalmente pela retocolite ulcerativa e a doença de Crohn, que possuem a inflamação persistente do trato digestivo como uma condição crônica. Ela não tem cura conhecida, mas possui um tratamento que visa chegar no estado chamado de remissão clínica, que é quando os sintomas e a inflamação é controlada. Já nos casos mais graves, os medicamentos possuem um preço muito elevado, podendo custar até R$ 500 mil por ano.

Voltando para as projeções, essa crescente promete seguir aumentando nos próximos anos, com os modelos estatísticos desse estudo estimando que, caso se mantenha a atual tendência, teremos uma prevalência de 67% em relação a 2025, com 264 casos por 100 mil habitantes em 2035. Com a incidência não sendo muito diferente, podendo alcançar 22,7 casos pelo mesmo número de pessoas na prevalência.

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