Carolina Dieckmann relembra últimos dias de Preta Gil em Nova York
Atriz relata emoção ao tentar resgatar a cantora para continuar o tratamento no Brasil e descreve a gravidade do quadro nos Estados Unidos
A atriz Carolina Dieckmann emocionou o público ao relatar os detalhes dos últimos momentos ao lado da cantora Preta Gil, em Nova York. Durante participação no programa Saia Justa, do canal GNT, a artista explicou que demorou a compreender a real gravidade do estado de saúde da amiga. Ela embarcou para os Estados Unidos com a convicção de que traria a cantora de volta ao Brasil ainda com vida.
Preta Gil realizava um tratamento experimental contra o câncer em solo americano e morreu no dia 20 de julho de 2025. Carolina foi uma das integrantes do círculo mais íntimo de amigas que levou mais tempo para aceitar a proximidade do desfecho inevitável.
Alerta familiar e viagem de emergência
A percepção inicial sobre a gravidade do quadro veio de seu marido, Tiago Worcman. Ele notou a piora no estado de saúde de Preta antes da própria atriz. Carolina contou que recusava a ideia de um fim iminente e acreditava na presença da amiga nas comemorações de aniversário que se aproximavam.
“Ele falou: ‘Eu acho que a Preta não vai chegar no dia do aniversário dela’. Eu disse: ‘Como assim? Eu falei com ela no FaceTime, vai dar, a gente vai passar o aniversário com ela’”, recordou a atriz durante a entrevista.
Para conseguir viajar, Carolina pediu uma folga nas gravações da novela Vale Tudo, projeto da TV Globo em que atuava na época. Ela comprou a passagem para Nova York na expectativa de encontrar a amiga consciente. Contudo, durante as nove horas de voo entre o Brasil e os Estados Unidos, a situação clínica da cantora sofreu uma alteração drástica.
➡️ Carolina Dieckmann relembra Preta Gil: “sempre foi uma mulher transgressora”
🤳 Pedro Cards/Metrópoles pic.twitter.com/vC6dpQKfCp
— Metrópoles (@Metropoles) July 22, 2026
Carolina fala sobre o legado da amiga. (Reprodução: X/@metropoles)
Chegada a Nova York e interrupção do tratamento
Assim que desembarcou em solo americano, a atriz recebeu uma ligação telefônica de Flora Gil. A esposa de Gilberto Gil informou que a equipe médica havia interrompido o protocolo experimental de tratamento de Preta Gil.
Ao chegar ao local onde a cantora estava hospedada, a atriz se deparou com uma cena forte. Preta encontrava-se desacordada no banco de um veículo, sob forte medicação paliativa para controle de dor intensa.
“Ela estava totalmente inconsciente. Acho que colocaram muita medicação para ela não sentir dor. Ela estava morta-viva”, afirmou Carolina, ao detalhar que o olhar da cantora parecia vago, conectando-se apenas brevemente ao cruzar com o seu.
Esforço para transferência ao Brasil
Mesmo diante do estado crítico da cantora, Carolina manteve a esperança de transferi-la para o território nacional. A atriz entrou em contato com Flora Gil para solicitar a antecipação da UTI aérea e providenciou a alteração do seu próprio voo de retorno para São Paulo. O objetivo era acompanhar o desembarque de Preta e sua internação imediata no Hospital Sírio-Libanês.
Durante esse período de tensão, parentes próximos tentavam preparar a atriz para a realidade. Bento, sobrinho de Preta Gil, conversou com a artista na tentativa de ajustar as expectativas diante do quadro irreversível.
“Ele olhava para mim e falava: ‘Carol, ela não vai chegar viva’. E eu respondia: ‘Vai’. Eu avisava para todo mundo que a situação estava muito feia, mas, dentro de mim, eu acreditava que conseguiríamos levá-la para o Brasil”, contou a atriz.
Apesar dos esforços da rede de apoio e da mobilização para o transporte aéreo, a cantora não resistiu às complicações da doença e faleceu antes de retornar ao país. O relato de Carolina Dieckmann expõe a angústia dos familiares e amigos próximos nos dias que antecederam a perda da artista brasileira.
