Renovação de Memphis no Corinthians depende de exames médicos

Holandês já sinalizou aceitar vínculo de dois anos, mas cúpula do Corinthians ainda não considera acordo fechado e exige exames médicos; veja detalhes

27 jul, 2026
Memphis Depay | Reprodução/Instagram/@memphisdepay
Memphis Depay | Reprodução/Instagram/@memphisdepay

O atacante Memphis Depay concordou em estender seu vínculo com o Corinthians por mais duas temporadas, mas o desfecho da negociação segue em aberto. Isso porque a cúpula do clube paulista decidiu condicionar a assinatura do novo contrato à realização de uma bateria de exames médicos, diante da preocupação com o histórico físico do jogador.

A sinalização de que o holandês toparia os dois anos de contrato, com possibilidade de um terceiro período adicional, vinculado ao cumprimento de metas de tempo em campo, chegou à diretoria no último domingo. Ainda assim, mesmo reconhecendo que a negociação avançou, o Timão evita tratar o assunto como resolvido. Segundo o entorno do atleta, o retorno ao país poderia ocorrer já nesta terça-feira (28).

Receio com o histórico de lesões

Além da falta de aval definitivo do mandatário Osmar Stabile, a cúpula corintiana pretende submeter o atacante a avaliações médicas assim que ele desembarcar no Brasil. A preocupação com a condição física do jogador é significativa dentro do departamento.

Antes mesmo de acertar sua ida ao Corinthians, em setembro de 2024, Memphis já acumulava histórico de contusões, quadro que se repetiu diversas vezes ao longo de sua passagem de quase dois anos pelo clube.

Na temporada atual, o holandês somou apenas 14 jogos pela equipe paulista, com um gol e uma assistência registrados, além de ter atuado como opção no banco na Copa do Mundo, entrando somente na etapa complementar nas três partidas disputadas por sua seleção.

Divergências internas

As limitações físicas figuram entre os principais argumentos de integrantes próximos a Stabile que se opõem à renovação. Somam-se a isso o delicado cenário financeiro do clube, a percepção de que o custo-benefício do atleta é desfavorável e disputas de bastidores dentro do ambiente político do clube. Conforme o resultado dos exames, a área médica corintiana poderia recomendar contra a extensão do vínculo.


Memphis toparia dois anos de contrato, mas Corinthians só fecha após exames médicos (Vídeo: Reprodução/Instagram/@memphisdepay)


Já os representantes de Memphis defendem que o atleta está em plenas condições de atuar, que não haverá problema em realizar os testes solicitados e que ele estará à disposição do técnico Fernando Diniz logo que retornar. Para esse grupo, a exigência dos exames seria, na verdade, um pretexto criado por setores políticos do Parque São Jorge para dificultar a permanência do jogador.

Precedentes que pesam nos bastidores

Em meio a um processo de negociação marcado por avanços e recuos ao longo de meses, aliados do presidente costumam citar internamente outros episódios recentes: as contratações de Alisson e Kayky e a negociação que enviou André ao Milan. Em todas essas situações, a diretoria de futebol havia sido autorizada a conduzir as tratativas, mas coube ao mandatário barrar os desfechos.

Stabile evitou comentar o caso no domingo, dia do empate do Corinthians com o Bahia pela 20ª rodada do Brasileirão, e deve retomar a discussão em nova reunião nesta segunda-feira.

Vale lembrar que, em fases anteriores da negociação, houve reajuste na composição salarial: redução da parte fixa da remuneração e aumento da fatia variável, atrelada a resultados dentro de campo, condição à qual Memphis já havia aceitado se submeter, com salário-base inferior ao inicialmente estipulado.

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