Rock in Rio 2026: Line-up oficial é revelado e se torna alvo de críticas

Festival divide opiniões ao apostar em novos estilos e artistas, busca renovar o público sem abandonar sua essência

31 maio, 2026
Área do Parque Olímpico durante festival | Reprodução/Instagram/@rockinrio
Área do Parque Olímpico durante festival | Reprodução/Instagram/@rockinrio

O Rock in Rio divulgou oficialmente seu line-up para setembro. Com nomes como os de Calvin Harris, Black Eyed Peas e Halsey, ao lado de Ivete Sangalo, Marina Sena e Jota Quest, a estratégia de mesclar astros internacionais e nomes populares no cenário brasileiro se tornou evidente. Nesta edição, o festival busca expandir o seu público, e atrair novas massas com as diferentes atrações para 2026.

União de talentos internacionais e nacionais

A cede do evento, agendado para acontecer entres os dias 4 e 7, e 11 e 13 de setembro deste ano, segue sendo o Parque Olímpico, localizado na Barra da Tijuca. Entre os artistas internacionais confirmados, também estão: Nelly, Lola Young e Ne-Yo. Vale destacar que os nomes divulgados devem estar presentes apenas nos dias 6 e 13, com suas devidas apresentações.


 

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Line-up oficial (Fotos: reprodução/Instagram/@rockinrio)


O Rock in Rio 2026 contemplará ainda a cultura nacional, com artistas consolidados dividindo o palco com nomes em ascensão na mídia. Dentre as novidades, Barão Vermelho é o nome mais consolidado. No cenário atual, BaianaSystem é um dos grupos mais respeitados pela inovação musical, enquanto Viviane Batidão se tornou uma referência da música paraense. Carol Biazin e Joyce Alane representam a nova geração de artistas brasileiros em ascensão.

Insatisfação popular

O line-up, que conta ainda com Joelma, ex-calípso, e Céu, cantora e compositora brasileira, foi muito criticado pelo público fiel, que questionou o caminho tomado pela organização do festival. A principal queixa parece ir em direção à escolha de estilos controversos. Muito influenciada pelo rock da década de 80, o evento parece se distanciar de suas origens, além de muitas atrações não conversarem com os próprios gostos musicais de sua base pagante.


Opinião de fã (Foto: reprodução/X/@tuittakaiky)


Há também aqueles que destacam a falta de renovação entre as apresentações repetidas, nomeando o festival de “reciclagem” e encontrando semelhanças em eventos como o Lollapalooza e o The Town.

Resta agora ao Rock in Rio transformar essa aposta em resultado. O desafio será equilibrar a renovação de público sem afastar os fãs que ajudaram a construir a identidade do festival ao longo de quatro décadas. Com a programação completa ainda cercada de expectativas, os próximos anúncios e a recepção do público podem definir se 2026 marcará apenas uma mudança de rumo ou o início de uma nova era para o evento.

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