Chanel apresenta coleção Métiers d’Art em Seul
Chanel une o design cosmopolita ao cenário do Rio Han, usando a arquitetura local para destacar os bordados e as texturas artesanais
A cidade de Seul foi o cenário escolhido para a reapresentação da coleção Métiers d’Art, em um desfile que explorou o encontro entre a moda e o cotidiano urbano. O evento aconteceu no Hanwha Pompidou Center, um novo centro cultural situado às margens do Rio Han que integra parcerias entre a Coreia do Sul e a França. A iniciativa, Chanel, reuniu nomes conhecidos da cena coreana para acompanhar uma proposta que busca equilibrar o trabalho detalhado das mãos artesãs com o movimento constante das grandes metrópoles contemporâneas.
O edifício que recebeu o desfile traz uma arquitetura que une tecnologia e referências locais, com andares superiores revestidos por painéis inspirados nas telhas tradicionais da região. Durante o dia, o espaço é banhado por luz natural, integrando-se à paisagem da cidade de forma leve. Esse cenário serviu de base para mostrar que a moda pode habitar em diversas localidades, aproximando as criações da Maison de um público que valoriza tanto a história quanto a essência da vida moderna.
Texturas que conectam histórias
A coleção trazida para Seul destacou como diferentes materiais e técnicas podem criar uma linguagem que vai além das fronteiras geográficas. Bordados, penas e o clássico tweed foram apresentados em tecidos leves e fluidos, refletindo uma visão que valoriza a diversidade de estilos e personalidades. Nas galerias do museu, as cores e texturas das peças ganharam destaque, mostrando que o luxo está diretamente ligado ao saber manual que a marca preserva anualmente em suas coleções especiais.
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Métiers d’Art 2026 Seul (Vídeo:reprodução/Instagram/@hypnotique)
Essa abordagem permite que as roupas circulem com naturalidade entre culturas, sem ficar presas à homogeneidade. Ao misturar os elementos do cenário coreano com o estilo que transpira o ritmo das cidades globais, as criações ganham um apelo que fala a diversos idiomas e se adapta a realidades variadas. O objetivo é apresentar peças que expressem a identidade de quem as usa, saindo do campo superficial para focar na qualidade do que é produzido artesanalmente por especialistas que dedicam o ano todo a essas criações.
O luxo no cotidiano e a união entre os povos
Ao levar o desfile para um espaço público e de grande relevância cultural na Coreia, a marca reforça a ideia de uma moda mais acessível e sintonizada com o tempo atual. A estratégia de sair dos salões tradicionais para ocupar cenários urbanos torna a mensagem da coleção mais direta e fácil de ser compreendida. Essa mudança de ambiente mostra que a criatividade funciona como uma ponte, unindo nações através da admiração mútua pelo design e pela dedicação aos detalhes técnicos.
As peças, que logo chegarão às boutiques, carregam esse espírito de intercâmbio e pluralidade que marca a nova fase da grife. O evento em Seul consolidou a percepção de que a moda cumpre seu papel quando celebra as misturas e reconhece o valor das trocas entre as pessoas. Ao focar na diversidade dos tecidos e na excelência técnica, a apresentação demonstrou que a elegância é um conceito universal que ganha força quando compartilha experiências e respeita as origens de cada criação.
