Peggy Gou coloca marcas brasileiras no radar durante passagem pelo Brasil
No Lollapalooza 2026, a DJ mistura streetwear, alfaiataria e acessórios de luxo, criando looks que conectam moda autoral e projeção global
Misci, Egho Studios, Working Title SP e Piet estão entre as marcas brasileiras que ganharam visibilidade na recente passagem de Peggy Gou pelo Brasil. No circuito do Lollapalooza 2026, a DJ incluiu labels nacionais em seus looks, combinando criações autorais com acessórios de grandes grifes internacionais.
A passagem de Peggy Gou pelo país não se limitou aos palcos. Ao longo de sua agenda, suas escolhas de styling chamaram atenção por incorporar nomes da moda brasileira de forma natural, criando uma espécie de vitrine espontânea para diferentes propostas do cenário local.
Construção de estilo consistente
O interesse de Peggy Gou pela moda não surge como complemento à música, mas como parte da sua própria trajetória. Antes de se consolidar como DJ, ela estudou design e, desde então, desenvolveu um olhar atento para imagem e construção de estilo. Isso se reflete em produções que evitam fórmulas prontas e apostam em combinações menos previsíveis.
Seu guarda-roupa transita com facilidade entre referências distintas: do streetwear a peças mais alinhadas, de códigos tradicionalmente femininos a elementos mais neutros. Em vez de seguir tendências de maneira literal, Peggy organiza essas influências em composições que funcionam como extensão da sua identidade.
Marcas brasileiras em circulação
Durante sua passagem pelo Brasil, esse repertório se conectou com diferentes vertentes da moda nacional. A Misci aparece com sua proposta de alfaiataria contemporânea e construção precisa, enquanto Egho Studios e Working Title SP apontam para um campo mais experimental e autoral. Já a Piet insere o streetwear brasileiro em uma conversa mais ampla com a cena internacional.
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Peggy Gou no Lollapalooza (Foto: reprodução/Instagram/@peggygou)
Essas escolhas convivem com acessórios de luxo já associados à DJ, como peças da Fendi, incluindo a bolsa Onigiri, e modelos da Louis Vuitton, conhecidos pelo apelo mais expressivo. A combinação evidencia uma dinâmica em que marcas independentes e grandes maisons aparecem lado a lado, sem hierarquia rígida.
Ao reunir esses elementos, Peggy Gou não apenas apresenta looks pontuais, mas evidencia como a moda brasileira pode circular em contextos globais de forma orgânica. Inseridas nesse tipo de narrativa, as marcas deixam de ocupar um espaço restrito e passam a dialogar com um público mais amplo, ampliando alcance e leitura.
