Grammy 2026: Lola Young vence categoria de Melhor Performance Solo Pop
Consagrada com gramofone dourado, aclamada artista britânica reafirma sua identidade visceral enquanto premiação celebra destaques da indústria
Hoje (1º), acontece a 68ª edição do Grammy Awards, principal premiação da indústria fonográfica, que celebra artistas, obras e profissionais de diferentes segmentos da música. A cerimônia é realizada na Crypto.com Arena, em Los Angeles (EUA), com apresentação do comediante Trevor Noah, que comanda o evento pela sexta e última vez. Doechii e Harry Styles também participam como apresentadores de categorias. A edição de 2026 marca uma retomada do formato tradicional da premiação, após um ano em que o evento teve forte foco em ações beneficentes por causa dos incêndios na Califórnia. Ainda assim, o Grammy mantém iniciativas solidárias por meio da MusiCares. No Brasil, a transmissão ocorre a partir das 21h30 (horário de Brasília), pelo canal TNT, pelo streaming Max e pelas plataformas oficiais da Recording Academy.
A Reinvenção de Lola Young
A ascensão de Lola Young no cenário pop britânico é marcada por uma honestidade brutal que foge dos polimentos excessivos da indústria fonográfica atual. Natural de Croydon, a artista carrega o DNA da respeitada BRIT School, mas sua identidade sonora se distancia do óbvio ao fundir o peso do neo-soul com a atitude crua do indie rock. Young consolidou sua reputação como uma narradora de vulnerabilidades urbanas, utilizando sua voz rouca e potente para explorar as complexidades da saúde mental, da autoimagem e dos relacionamentos tóxicos, posicionando-se como uma voz autêntica para uma geração que valoriza a imperfeição.
O single “Messy” serve como uma síntese perfeita dessa estética caótica e fascinante. A faixa abandona as baladas sentimentais tradicionais em favor de uma sonoridade mais ríspida e pulsante, onde a linha de baixo conduz um desabafo sobre a instabilidade emocional. Na letra, Young não tenta esconder suas falhas; pelo contrário, ela as exalta, transformando a “bagunça” interna em um hino de libertação. A canção captura aquele momento específico de paralisia e auto sabotagem, mas o faz com uma produção energética que impede o ouvinte de cair no desânimo, criando um contraste interessante entre a angústia lírica e o ritmo contagiante.
Lola Young recebe Grammy de Charli XCX (Foto: reprodução/Kevin Winter/Getty Images Embed)
A faixa atua como a espinha dorsal de “This Wasn’t Meant For You Anyway”, álbum lançado em 2024 que marcou uma virada definitiva na sonoridade de Lola Young. Abandonando o rótulo de “cantora de baladas”, o disco mergulha em uma estética inspirada pelo pós-punk e pelo rock alternativo dos anos 2000, oferecendo um retrato cru e sem filtros da vida aos vinte e poucos anos. A cantora britânica também concorria na categoria de Melhor Artista Revelação, mas perdeu para Olivia Dean.
Os indicados na categoria
“Daisies” — Justin Bieber
“Manchild” — Sabrina Carpenter
“Disease” — Lady Gaga
“The Subway” — Chappell Roan
“Messy” — Lola Young
