Grammy 2026: Lola Young vence categoria de Melhor Performance Solo Pop

Consagrada com gramofone dourado, aclamada artista britânica reafirma sua identidade visceral enquanto premiação celebra destaques da indústria

01 fev, 2026
Lola Young | Reprodução/Instagram/@lolayounggg
Lola Young | Reprodução/Instagram/@lolayounggg

Hoje (1º), acontece a 68ª edição do Grammy Awards, principal premiação da indústria fonográfica, que celebra artistas, obras e profissionais de diferentes segmentos da música. A cerimônia é realizada na Crypto.com Arena, em Los Angeles (EUA), com apresentação do comediante Trevor Noah, que comanda o evento pela sexta e última vez. Doechii e Harry Styles também participam como apresentadores de categorias. A edição de 2026 marca uma retomada do formato tradicional da premiação, após um ano em que o evento teve forte foco em ações beneficentes por causa dos incêndios na Califórnia. Ainda assim, o Grammy mantém iniciativas solidárias por meio da MusiCares. No Brasil, a transmissão ocorre a partir das 21h30 (horário de Brasília), pelo canal TNT, pelo streaming Max e pelas plataformas oficiais da Recording Academy.

A Reinvenção de Lola Young

A ascensão de Lola Young no cenário pop britânico é marcada por uma honestidade brutal que foge dos polimentos excessivos da indústria fonográfica atual. Natural de Croydon, a artista carrega o DNA da respeitada BRIT School, mas sua identidade sonora se distancia do óbvio ao fundir o peso do neo-soul com a atitude crua do indie rock. Young consolidou sua reputação como uma narradora de vulnerabilidades urbanas, utilizando sua voz rouca e potente para explorar as complexidades da saúde mental, da autoimagem e dos relacionamentos tóxicos, posicionando-se como uma voz autêntica para uma geração que valoriza a imperfeição.
O single “Messy” serve como uma síntese perfeita dessa estética caótica e fascinante. A faixa abandona as baladas sentimentais tradicionais em favor de uma sonoridade mais ríspida e pulsante, onde a linha de baixo conduz um desabafo sobre a instabilidade emocional. Na letra, Young não tenta esconder suas falhas; pelo contrário, ela as exalta, transformando a “bagunça” interna em um hino de libertação. A canção captura aquele momento específico de paralisia e auto sabotagem, mas o faz com uma produção energética que impede o ouvinte de cair no desânimo, criando um contraste interessante entre a angústia lírica e o ritmo contagiante.


Lola Young recebe Grammy de Charli XCX (Foto: reprodução/Kevin Winter/Getty Images Embed)


A faixa atua como a espinha dorsal de “This Wasn’t Meant For You Anyway”, álbum lançado em 2024 que marcou uma virada definitiva na sonoridade de Lola Young. Abandonando o rótulo de “cantora de baladas”, o disco mergulha em uma estética inspirada pelo pós-punk e pelo rock alternativo dos anos 2000, oferecendo um retrato cru e sem filtros da vida aos vinte e poucos anos. A cantora britânica também concorria na categoria de Melhor Artista Revelação, mas perdeu para Olivia Dean.

Os indicados na categoria

“Daisies” — Justin Bieber

“Manchild” — Sabrina Carpenter

“Disease” — Lady Gaga

“The Subway” — Chappell Roan

“Messy” — Lola Young

Mais notícias