A presença de jogadores colombianos no Vasco deixou de ser circunstancial e passou a refletir uma diretriz clara do departamento de futebol. Após as contratações de Carlos Cuesta e Andrés Gómez, o clube avançou na chegada de Johan Rojas e encaminhou a negociação com Marino Hinestroza para reforçar o ataque, sinalizando um novo eixo de atuação no mercado sul-americano.
Esse movimento não surgiu por acaso. A diretoria cruz-maltina passou a enxergar a Colômbia como um território estratégico para identificar atletas em estágio de afirmação ou em busca de retomada de protagonismo. O objetivo é oferecer estrutura, visibilidade e sequência competitiva em um cenário capaz de recolocar esses jogadores no radar de seleções nacionais.
Admar Lopes e a mudança de perfil nas contratações
A guinada ganhou força com a chegada de Admar Lopes, contratado no meio do ano passado. Reconhecido internamente por sua capacidade de leitura do mercado sul-americano, especialmente Colômbia e Equador, o executivo teve papel decisivo na indicação de Andrés Gómez e participou diretamente das tratativas que resultaram na contratação de Cuesta, ambos vistos como apostas de médio prazo com potencial esportivo e de valorização.
A experiência internacional de Admar ajudou a moldar esse modelo. Em sua passagem pelo futebol português, ele integrou o setor de scouting do Porto no período em que o clube consolidou uma cultura de sucesso com jogadores colombianos, como Jackson Martínez e James Rodríguez, além de abrir caminho para outros nomes do país no futebol europeu.
Fernando Diniz como fator de convencimento
Outro elemento determinante foi Fernando Diniz. O treinador construiu forte reputação na Colômbia a partir do trabalho com Jhon Arias no Fluminense, onde transformou um jogador pouco utilizado em referência técnica e presença constante na seleção. Essa trajetória consolidou a imagem de Diniz como um técnico capaz de potencializar carreiras.
Fernando Diniz é visto como fator decisivo no projeto que atrai jogadores colombianos ao Vasco (Foto: Reprodução/Instagram/@timediniz)
Esse prestígio foi decisivo nas conversas com Cuesta e Gómez, que haviam perdido espaço na seleção colombiana por falta de regularidade. Após ganharem minutos e visibilidade no Brasil, ambos voltaram a ser convocados, reforçando a narrativa de que o Vasco pode funcionar como plataforma de retomada internacional.
A expectativa agora é repetir o caminho com Johan Rojas e, principalmente, com Marino Hinestroza. Internamente, o atacante é visto como um atleta de alto impacto, com capacidade de decidir partidas e margem significativa de evolução. Apesar de ter flertado com uma transferência para o Boca Juniors, o jogador e seu estafe se animaram com o projeto apresentado pelo Vasco, somado à influência direta de Fernando Diniz e à vitrine do futebol brasileiro.